Hoje, dia 24 de março de 2021 é um dia de protestos contra a proposta da Reforma Administrativa (PEC32)

O movimento pode suscitar dúvidas e por isso comentarei algumas possíveis polêmicas:

Mas os servidores do IFMS já não estão parados?
Não! Estamos trabalhando em casa. Pode-se pensar em alguns confortos nisso, é verdade. Porém, estamos cumprindo nossas jornadas desde o início da pandemia. O trabalho remoto exige o dispêndio de recursos por parte dos (as) servidores (as), a aquisição de novas habilidades e também lidar com frustrações que advém de termos mergulhado num modelo totalmente diferente sem tempo para preparação. O horário da labuta invade os momentos que deveriam ser de descanso e, juntando a isso o stress do isolamento, acabamos ficando mais esgotados do que antes.

A reforma não tem como objetivo acabar com privilégios?
Não! Essa que está aí, de maneira alguma. Os servidores com enormes salários, como políticos e alguns juízes, não são afetados. Os salários no serviço público são, em geral, bons para a realidade brasileira. Isso se deve à qualificação dessas pessoas, que são concursadas, ou seja, demonstraram sua capacidade para ocupar os cargos. Também não são astronômicos, como se fala, permitem apenas uma sobrevivência digna, essa lógica deveria ser incorporada pela iniciativa privada e não o contrário.

A estabilidade não serve para proteger maus servidores?
Não! Servem para que os trabalhadores e trabalhadoras possam agir segundo a sua consciência e pela lei e não por medo de perder o emprego. Também serve para que as pessoas possam se planejar e não temer pela fome batendo a porta da sua casa a cada momento. Também não servem para acobertar profissionais ruins, pois existem procedimentos para a demissão desses.

Os servidores estão apenas defendendo seus interesses?
Não! A destruição do serviço público certamente vai afetar muito seus trabalhadores. Mas, o principal afetado será o povo, principalmente os mais pobres. A saúde, a educação, a segurança e outras questões básicas devem ser para todos e apenas empresas que não pensam em termos de lucro, que estejam a serviço de toda a população e não de quem possa pagar, podem garantir esses direitos.

A reforma não vai evitar o uso político das empresas públicas?
Não! Muito pelo contrário. Com a possibilidade de que cargos de comando possam ser exercidos por não concursados haverá a transformação dessas empresas em “cabides de empregos” e as decisões serão tomadas por quem tem compromisso com seus padrinhos e não com a população.

Defender o serviço público é defender o povo brasileiro!

 

24.03.2021| Dia Nacional De Paralisações E Protestos Pela Vida, Vacina Para Todas E Todos E Auxílio Emergencial Digno