Todo ano, em março, é comemorado o dia internacional da mulher, data que foi ressignificada ao longo das décadas. Mas qual a relação do 8 de março e a luta operária feminina?

A data não foi criada pelo comércio, e possui um contexto histórico bem diferente de muitas datas comemorativas. No dia 8 de março de 1917 cerca de 90 mil operárias russas percorreram as ruas de Petrogrado (atual São Petersburgo), reivindicando melhores condições de trabalho e de vida, ao mesmo tempo que se manifestavam contra as ações do Czar Nicolau II e pela retirada do país da primeira grande guerra .

Seis anos antes, no mesmo mês, um incêndio em uma fábrica de Nova York, no dia 25 de março de 1911, matou 121 mulheres que trabalhavam no local.

A mão de obra feminina em massa nas fábricas era resultado do recrutamento dos homens para os campos de guerra durante a primeira guerra mundial. Sem alternativas, e tendo que sustentar suas famílias, as mulheres se submetiam a jornadas exaustivas e abusivas.

Os acontecimentos em Nova York e Petrogrado são significativos, pois evidenciam a precariedade do trabalho no contexto da Revolução Industrial e da guerra. Isso, no entanto, não apaga a influência da luta operária e dos movimentos políticos organizados pelas mulheres naquela época. De lá pra cá muitos direitos foram conquistados. E a luta continua!

A data de 8 de março é apenas um ponto de referência na história de luta das mulheres no século 20. A data se popularizou no ocidente a partir da década de 70. Entretanto, sabemos que a luta feminina não se resume a uma data, ou a um mês, e que até hoje, mulheres do mundo todo precisam estar fortes e unidas para terem seus direitos garantidos.

 

MULHERES DE LUTA, PARABÉNS !!!

 

 

 

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