Lugar de mulher é na luta sindical!

Almerinda Farias Gama (1899)

Almerinda Farias Gama nasceu em 16 de maio de 1899, em Maceió (AL). Morou em Belém, onde se formou datilógrafa, como era boa escritora, publicava crônicas em jornais. Quando almejava conseguir um emprego como datilógrafa, constatou que os homens recebiam 50% a mais de salário do que as mulheres na profissão, a partir daí virou defensora da igualdade entre homens e mulheres.

Se mudou para o Rio de Janeiro em 1929, entrou no mercado de trabalho, se tornou presidenta do Sindicato dos Datilógrafos e Taquígrafos. Além disso, se uniu ao movimento das sufragistas e apoiou a campanha de Bertha Lutz para a presidência da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Em 1933, junto de Carlota Pereira de Queiróz, foi uma das duas únicas mulheres a votar na Assembleia Nacional Constituinte, o fez como delegada classista, representando o seu sindicato e a Federação do Trabalho do Distrito Federal. 

Almerinda, em 1934, já formada em Direito, candidatou-se a deputada federal, seu panfleto de campanha dizia: “Advogada consciente dos direitos das classes trabalhadoras, jornalista combativa e feminista de ação. Lutando pela independência econômica da mulher, pela garantia legal do trabalhador e pelo ensino obrigatório e gratuito de todos os brasileiros em todos os graus.” Não conseguiu se eleger, mas ainda foi dirigente do Partido Socialista Proletário do Brasil. Almerinda é considerada uma das primeiras mulheres pretas a atuar na política brasileira. Não há certeza sobre a data da sua morte.