Ministro nomeia DG não eleito e Assines denuncia desrespeito à democracia

Publicado por Ascom Sinasefe - Qui, 17 jan. 2019 16:02

A Associação dos Servidores do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Assines), entidade integrante do SINASEFE, repudiou nesta quinta-feira (17/01) a nomeação do novo diretor-geral do INES. Assinada pelo novo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, a portaria desrespeita o resultado do processo eleitoral realizado no instituto, em novembro de 2018, com ampla participação da comunidade escolar.

Nota sobre a nomeação do candidato à direção do INES

A Assines, sindicato que representa os servidores do INES, sempre defendeu a democracia em todas as instâncias do instituto. Recentemente, pais, alunos e servidores participaram de um processo eleitoral legítimo, com regras definidas e acordadas entre todos.

Sempre fomos publicamente contra a existência da Lista Tríplice, por se tratar de um mecanismo autoritário criado no período da Ditadura Civil Militar, que se iniciou em 1964, e que limita a fundamental autonomia das instituições federais de ensino.

Por conta disso, durante o processo eleitoral, a Assines apresentou a todos os candidatos à direção do instituto uma carta redigida coletivamente em assembleia dos servidores em que constava a demanda de compromisso de cada candidato a não assumir a Direção Geral do INES, caso não fosse o primeiro colocado nas eleições. As chapas 1, 2 e 4 assumiram publicamente esse compromisso. Ao final das eleições, e em respeito aos critérios definidos pela comissão eleitoral, com o qual todas as chapas envolvidas no pleito concordaram, a Chapa 1 foi vitoriosa.

Nós, ASSINES, repudiamos a nomeação feita pelo Ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez na portaria n° 106, de 16 de Janeiro de 2019, para o cargo de Diretor-Geral do INES, que escolhe a Chapa 4. Enfatizamos que esta medida fere os princípios democráticos que vinham norteando o nosso Instituto até a presente data. Continuaremos na luta contra o autoritarismo!

ASSINES, 17 de janeiro de 2019.

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