Associação de servidores desmente gestão Covas sobre reforma da previdência

Vídeo produzido por trabalhadores municipais desmonta as principais mentiras contadas sobre a aposentadoria dos servidores, como valores, déficit e custo para a sociedade.

por redação RBA publicado 27/12/2018 14h48, última modificação 27/12/2018 14h49

SAMPAPREV

servidores greve contra reforma da previdência sampaprev

Ontem, milhares de servidores compareceram à Câmara Municipal para protestar contra a aprovação do projeto

São Paulo – A Associação dos Servidores de Nível Superior (Anis) da Prefeitura de São Paulo lançou um vídeo em que desmonta uma série de mentiras contadas pela gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) e pela base aliada dele na Câmara Municipal. Em cinco minutos, os trabalhadores desmentem a afirmativa de que as aposentadorias e pensões são pagas por toda a população, que os servidores têm aposentadorias elevadas e que o déficit vai crescer exponencialmente ao longo dos anos. O Projeto de Lei 621/2016, que trata da reforma, foi aprovado em definitivo ontem (26) na Câmara Municipal e sancionado hoje pelo prefeito. 

Em primeiro lugar, a prefeitura já arrecada um valor maior que a previdência do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Enquanto o órgão federal desconta 8% ao mês, o município de São Paulo desconta 11% dos servidores. Esse valor foi instituído em uma reforma previdenciária feita em 2005, na gestão de José Serra, quando a contribuição foi elevada de 5% para 11%, com o argumento que isso resolveria todos os problemas da previdência.

Além disso, todo o Imposto de Renda Retido na Fonte pago pelos servidores municipais fica com a prefeitura. Mas o valor retirado dos salários deles não é aplicado na previdência e, sim, no orçamento geral da cidade. Outro ponto é que houve redução de aproximadamente 10 mil servidores nos últimos dez anos na capital paulista. E aumentou a contratação por Organizações Sociais de Saúde, cuja verba salarial é integralmente paga pela prefeitura, mas o desconto da previdência vai para o INSS.

Uma das mentiras mais repetidas é a de que os servidores ganham aposentadorias muito altas. “Professor recebe, em média, R$ 10 mil. Diretor de escola recebe R$ 16 mil. O correto é que os próprios servidores paguem essa conta e não a população. Não pode 11 milhões pagarem o privilégio de 120 mil”, disse ontem (26) o vereador e secretário da Casa Civil de Covas, João Jorge.

No entanto, a aposentadoria média dos cerca de 97 mil aposentados e pensionistas da prefeitura de São Paulo é de R$ 6,8 mil por mês. Pouco acima do teto do INSS, mas considerando que eles pagam 3% a mais de previdência todo mês. Confira o vídeo: